A Fa desafiou… e eu respondo ao desafio!
Sete brinquedos que nunca tive:
Foram muitos os brinquedos que não tive, mas foram poucos os que desejei, suponho que se trata apenas dos que desejei.
1. Um carro com comando, mas um daqueles à séria, sem cabo, o que tive, tinha um cabo com pouco mais de um metro e rapidamente tive que passar a conduzi-lo com a mão e de rabo para o ar!
2. Um estojo de cientista ou lá como isso se chamava, mas… não fiquei impedida de fazer as minhas experiências
3. Um escorrega… aiai…
4. Um boneco que não tivesse a cabeça oca, para que quando eu lha arrancasse, ou aos olhos para ver o que lá havia, não ficar sempre tão desiludida… é que a chacina da bonecada, era mesmo só porque eu queria saber como a coisa funcionava! Na verdade ainda quero, mas já não uso os mesmos métodos! 
5. Um carro com portas de abrir, como a carrinha pequenina vermelha que eu tanto adorava, mas que os meus dedos eram grandes demais para ela… um dos poucos brinquedos que não estraguei muito… acho…
6. Mais legos… tinha sempre que me desfazer de obras de arte da construção, para poder realizar outras… precisava de mais.
7. Mais livros de colorir… ou então, se o mundo fosse perfeito, a possibilidade de escrever nas paredes lá de casa… tive queda para a arte abstracta muito cedo!
Sete lembranças vergonhosas da infância:
1. Os 3 irmãos com quem eu e os outros miúdos da escola gozávamos… essa é uma das maiores culpas que carrego comigo… fomos extremamente cruéis!
2. Ter feito xixi pernas a baixo na escola… eu sabia que estava para breve, mas achei que dava tempo de acabar a brincadeira… não deu!
3. As maldades que planeava fazer, e que quase sempre concretizava, enquanto passava por momentos dolorosos, nas mãos da minha irmã…
4. A minha mãe insistia, na praia, em vestir-me só uma tanguita ou que raio era aquilo e em pôr-me um chapéu na cabeça… na cabeça eu não tinha nada a esconder… já o peito desenvolvidíssimo dos meus 4 ou 5 anos… isso sim, devia andar tapado e por muito pano. Tinha bastante vergonha, até de ter vergonha, tanta, que nunca pedi um biquini completo! Ah! Pior, mesmo, era à chegada à praia e à saída, deixar-me totalmente exposta para me trocar a roupa… tststsss…
5. Não ter um único brinquedo com apresentação, destrui tudo, os meus e os da minha irmã.
6. Ter enterrado umas moedas antigas da minha mãe, valiosas para ela pela memória e não pelo valor material… eram um tesouro do qual eu gostava de me apropriar à socapa. Nesse dia enterrei-o… mas esqueci-me de fazer o mapa… nunca mais as encontrei, mas menti sempre a dizer que não tinha mexido… confessei há uns anos…
7. A colecção de fungos que fiz no quarto, escondendo os lanches, porque não queria comer…
Sete lembranças dolorosas da infância:
1. A perda do meu avô! Ausência física… porque ele continuou comigo!
2. O medo… o escuro… o meu quarto, que de luz apagada me parecia tão diferente… tão mais cheio…
3. Quando a minha irmã saiu de casa… como temos alguma diferença de idades, para ela era normal, para mim, o fim do mundo!
4. As tantas vezes que apanhei uns tabefes da minha irmã… ela era muito má
… mas eu lembro-me que mereci todos ou quase todos… fiz-lhe de tudo!
5. Quando numa das minhas correrias arranquei um pedacito de perna num prego… doeu muito, mas adorei as mordomias! 
6. O único tabefe que o meu pai me deu, e que foi injusto, creio até hoje, em tantos dias seria mais que merecido… mas acho que veio fora de horas!
7. Foi doloroso por vezes, não me sentir uma menina bonita como as outras, era desengonçada, lisa, pouco ou nada graciosa, nada feminina… mas como na maioria dos dias, as achava umas parvas, a coisa acabou sempre por ser relativamente pacifica.
Concluído…
Deixo o desafio a quem queira…