Manhã

Sentámo-nos no alpendre, cada um com o seu primeiro café, a observar o mundo, do alto da nossa planície. Num baloiçar leve das cadeiras, embalando o inicio do dia! Os malmequeres, salpicados de papoilas sobre o tapete verde, conferiam à paisagem um toque raro. Do nosso alpendre, normalmente observa-se uma cena bem mais triste, um contorcer do pasto, do trigo, torturados pelo sol, morrendo à mingua, num soluço de terra seca… não digo que não gosto, até porque Alentejo sem dor, não seria Alentejo e eu não teria lá um monte! Gosto dele assim, inteiro, na alegria e na tristeza…
Gosto dessa terra imprevisível, tão familiar! Gosto quando me brinda com o frio cortante do inverno, do fumo que sai das pequenas chaminés, para afugentar o vento fantasmagórico da noite. Gosto desse calor sufocante, que me seca a garganta, das sombras dos sobreiros… das amoras de agosto, retiradas em esforço, em equilíbrio precário das silvas secas. Gosto do céu, um céu maior… ou um mundo mais pequeno, nunca o soube, nem nunca o quis saber!
Estivemos em silêncio, saboreando o café, ele, talvez a tentar amar uma terra que não sendo sua, se mostra demasiado triste para o conquistar. Mas para mim, o silêncio era em respeito, em devoção àquele pedaço de chão que demorei a entender! Se soubessem quantas vezes me ressenti com aquela terra deliciosamente árida, quantas vezes lhe quis fugir… foi inútil…
Sei que sorri, dando balanço à cadeira e deixando os olhos fecharem-se… estava com ele, numa manhã deslumbrante de cheiros e cores, embriagada pelo aroma do café, no alpendre do monte Alentejano dos meus sonhos. Há coisas, das quais nunca poderei fugir… estão-me no sangue!

42 thoughts on “Manhã

  1. Tu és Alentejo… Este texto para mim tem um trago especial, como um/o café, não vou ser capaz de o explicar, mas gostei, gosto de tu.
    Tem passagens deliciosas, por exemplo esta: “Gosto dessa terra imprevisível, tão familiar!” tem aquele toque do contraste das coisas que nunca são assim porque são mesmo assim, ou o ser imprevisível ao ponto de se poder “contar” com elas… acho que é o ser “familiar”, gosto disso.
    Beijo

  2. Primota querida,

    Gostei da tua descrição deste alpendre. Um alpendre tão familiar… Este casal já com os seus 60 anos a viverem uma vida em conjunto no Alentejo… Terra dela, não dele. Ele nunca se adaptou na totalidade… Mas por amor mudou-se e por ali viveu… Este ceu maior que torna o mundo mais pequeno, apenas ela o vê… Ele vê planicies e mais planicies que o engolem. Ele que estava habituado a cidade e às serras. Foi um dia ao Alentejo e por lá ficou mais de 40 anos… Quando os seus olhos se perdem na imensidao daquela terra, encontram-se nos olhos dela e para isso chega-lhe… tem-lhe chegado por estes anos todos. Talvez ele ja confunda o seu amor por ela e o amor pela terra… Não interessa, ja nada importa. Ele sente-se bem ali… com ela. Ela sente tudo isto.. e por isso no silencio da manha apenas o olha… admira aquela imensidao, aquela terra, aquela terra dos seus sonhos… Mas admira principalmente aquela terra em que foi tao feliz… Admira-o a ele…

    Apeteceu dar asas à imaginaçao…
    Beijos grandes para ti

  3. Cdesag,

    Não sou, mas tb sou… não dá para explicar muito bem, dá para sentir, os sentimentos não obedecem a lógicas, nem teriam piada se assim fosse. TB gosto de tu…
    Gosto de coisas, de terras, de gentes, familiarmente imprevisiveis… deliciosamente imprevisiveis, pq são assim e é assim que as amamos! O que não impede de nos desesperarmos de vez em quando com isso…

    Beijo!

  4. Cátia,
    🙂 beijosss!!!

    Gostei de te ver dar asas à imaginação! Gostei da história que me contaste…

    “Talvez ele ja confunda o seu amor por ela e o amor pela terra…” – achei este pedaço delicioso… gostei desse casal, mas ela foi egoísta, por o arrastar… por isso mesmo, terminas em beleza… com admiração por ele…

    A minha estória era um sonho, um sonho desta noite… só não sei se fui eu a sonhá-lo…😉

    Beijinhos grandes e um bom dia, cheio de sucesso! Abraço!

  5. Ela nao o arrastou… Ele foi ate ao Alentejo, conheceu-a e ficou por lá… Sabia que era condição inerente ao amor… Ela era o Alentejo (como diz o cd)… Ele amava-a e por isso tudo se confunde. Ela sempre o amou, e amou mais por ele a respeitar e respeitar a sua naturalidade, a sua condiçao… A sua estadia naquele lugar magico… E daí a sua admiração… Sim admiraçao imensa, porque so alguem especial vive essa entrega ao amor…

    Quem sonhou afinal esse teu sonho entao? ai..
    Beijinhos grandes e um abraço pa ti

  6. Cátia,

    Defendes bem essa mulher… 😉

    Quem sonhou o meu sonho?
    Essa pergunta é dificil… tlv tenha sido eu, mas por vezes precisamos que nos lembrem, que sonhámos… precisamos de alguém a falar em determinada coisa, para nos lembrarmos que um dia já sonhámos com aquilo!

    Beijosssss!

  7. Gosto dela… Gosto da sinceridade que ela tem no coraçao.. da sinceridade que tem e da que teve à 40 anos quando ele chegou por aquelas bandas…

    Acabei por sonhar um pouco agora… com ela aqui. Gosto disso nos teus textos… Alguns têm particular facilidade de me fazer sonhar… Ainda me lembro que um dia, com um determinado post, fizeste-me viajar até terras de encantar e lutar contra dragões… hoje fui ate ao Alentejo, e encontrei por la tranquilidade e um amor imenso…

    Desculpa se dei a vida, o rumo ao teu post que nao era suposto, mas… apeteceu, como te disse.
    Não sabes das minhas qualidades de advocacia?😀 sou uma pessoa mt prendada… sabes que crescer rodeada de rapazes 7 anos mais velhos, cria em nós a necessidade de termos argumentos…😛

    Beijossss

  8. Primota,

    Já viajámos e fizemos um bocado de coisas nestes meses, andámos de carro, de barco, a cavalo… enfrentámos dragões e bruxas más, consultámos feiticeiras… batemo-nos pela justiça, lutámos contra a violência, gritámos “chega” ao preconceito… Dançámos, enfrentámos tempestades… rimos e chorámos… vestimos tantas peles, tantos personagens, já fomos sacanas…
    Mas no fim do dia, descansamos, neste baloiço onde agora me sentei, partilhamos uma fatia de bolo e um abraço e dormimos… com o conforto que amámos as aventuras, as “Sofias” e os “Josés”, os eles e elas…

    Gostei da vida que deste ao meu post…

    Beijossss

  9. Eu.
    Eu já sonhei o teu sonho. Eu que passei a minha infância num monte igual a esse. Que era mais quinta que monte. Pois não se tratava apenas de uma casa com piscina no meio do nada. Tratava.se de uma casa com piscina, rodeada de animais. Cavalos. Bois. Vacas. Galinhas. Gatos. Cães. Porcos…. colheitas de fruta, lugumes… e um baloiço lindissimo feito pelo meu avÔ de um pneu duma carrinha.

    Eu já sonhei esse teu sonho…
    Naquela altura não era um casal já de idade avançada. Eram dois jovens com pouca diferença de idade, que fugiram num fim de semana para o sossego da planicie, escondidos do mundo, para namorarem à vontade. Ela já habituada àquele silêncio… ele ainda um pouco envergonhado diante aquela imensidão.

    Foram diferentes aqueles dias. Foram poucos, mas foram unicos.
    Isto tudo para dizer que, de facto, a paisagem, o local, a natureza em redor contribuem bastante para o amor.

    Gostei muito de ler a versão da Cátia.

    beijinhos

  10. Ana,
    🙂
    Que bom Plim! Fico contente que tenhas não só sonhado, mas tb vivido o “meu” sonho! Esses dias únicos, farão sempre parte de ti, das memórias, dos momentos que nos alimentam…

    O meu amor pela nossa terra, vem da minha infância tb. Do tempo em que vivia no monte. O meu não tinha piscina, mas tinha terra em volta, espaço, gatos, cães, porcos, ovelhas, galinhas, coelhos… tinha (tem) um pedaço de terra, com uma vista abençoada, para onde eu ia e percorria mentalmente a “minha” casa, a que eu ainda um dia vou construir…
    O meu amor, vem do tempo em que comia terra, em que pulava na lama, em que destruía a horta do meu avô… do tempo em que andava horas pelas herdades vizinhas e subia aos sobreiros, para fugir das vacas…
    O meu amor, vem do tempo em que voava num baloiço feito de corda, e uma tábua de madeira… lindo, montado na pernada de uma oliveira…

    Tivemos (temos) sorte Plim…

    Beijinhos!

  11. Bota sorte nisso😉

    Eu também comia terra haha
    Aliás, comia eu e fazia a minha cadela comer também… coitadinha.

    E adorava enfiar.me no lago com os patos. E esconder.me no meio do palheiro, na hora de regressar à vila. Era sempre um desatino.

    E quando ia caçar toupeiras? hehe E depois escondia.as na casa de banho para assustar a minha mãe que detestava…😀

    Tantas e tantas recordações…

  12. 🙂
    eu a terra comia sozinha, o guardanapo era a roupa e como não havia lago de patos usava a mangueira mesmo… afinal o calor de vez em qd apertava e eu era uma rapariga asseadinha!

    Com bichos… eu fui médica muito tempo… tratava formigas, daquelas grandes. As tampas das caixas de graxa eram lavadinhas, e serviam de quartos. Algumas, desobedientes tentavam fugir ao tratamento e eu, era obrigada a deitar água nas tampas… não que gostasse, mas tinha que ser. As doentes sofriam dos mais variados males, por exemplo, falta de uma pata, falta de 2 patas, falta de 3 patas… atropelamento… enfim, acho que já dá para perceber a ideia!
    Desisti da medicina, qd me fartei de matar doentes.

    As memórias são mtas sim… e a palavra de ordem era liberdade… tlv por isso eu não tolere que me prendam!

    (Falta aqui um elemento hj, que eu acredito que tb tenha memórias de campo… que um dia destes vai ter que nos contar!😉 )

    Beijinhos.

  13. Olá Marta,

    Que boa manhã essa! Tanta magia, tanto cheiro agradável embalando um amor que o Alentejo testemunhou… Gosto🙂
    Bonito, sim senhora… Eu continuo a dizer que tinhas jeito para escrever um livro😉

    Quanto ao meu último post, ainda bem que gostaste do estilo. Às vezes apetece dar asas à imaginação, tentando passar uma mensagem, mesmo que nem todos a conseguiam ver.. Talvez a tenhas conseguido alcançar, ou talvez não, talvez…😉

    Beijos

  14. Falta um elemento? naaah. Memorias do campo? sim muitas… quer dizer, eu moro no campo…😛 Eu gostava de fazer construções na areia… Tuneis, pontes, garagens para os carros do meu irmao, e casas para os pinipons… Gostava de ir apanhar pinhas, subir às arvores… Gostava de descer uma rua bastante inclinada deitada no skate do meu irmao… claro que so me lembrava na primeira curva, que nao sabia virar nem que nao tinha travoes… Gostava de andar a fazer explorações na “casa das bruxas”. Tomava-a como minha… Gostava de correr, saltar, sujar-me… Andava a montar armadilhas com o meu irmao para apanhar passarinhos vivos, e às vezes ele deixa-me ir com ele quando ele ia caçar com a pressao de ar. Gostava de andar de bicicleta com o meu irmao… Andava de boleia dele sentada no quadro, isto ate termos um acidente um pouco grave que culminou num mortal meu no ar (deve ter sido ai que apanhei o jeito dos mortais)…

    Andava livre por ai.. pela rua, pelo mato… comi mta areia, muita erva e ate flores… Mas era bom… TEnho pena que agora as crianças nao o façam tambem.

    Marta, nao imaginas o que me ri com estas aventuras, e essas das formigas bateu aos pontos…
    Beijinnhosssssss

  15. Oh mana tens que me ensinar esses mortais! Mas só aprendo contigo.. Senão caio e ninguém me ajuda a levantar, ai…😦
    Eu lembro sabes de quê? De andar no meio dos meus primos, tipo maria rapaz.. A fazer maldades à vizinha, coisas do género, a bater à porta nas traseiras.. e fugir para a outra frente e vice-versa.. A mulher andava doida.. E nós escondíamo-nos perto da laranjeira a rir à gargalhada!😀 E depois se alguém aparecia fazíamos ar de santinhos…
    Quanto a comer terra e flores, por acaso nunca experimentei.. lol Mas é capaz de ter um sabor diferente😉

    Beijinhos

  16. Patrícia,

    “Foi” uma manhã memorável! Na terra dos sonhos…😉

    Eu continuo a dizer que sou uma mulher de números! Mas obrigada!🙂

    Pelo que dizes, a tua infância não foi no campo… ou terias comido terra, erva, etc… e sim tem um sabor diferente, BOM!
    Conheço bem essa da carinha de santinhos… acho que todos o fizemos, mas nem a todos correu bem!😀

    Beijinhos!

    Cátia,

    Sortuda, tu tinhas praia… ai aiiii…🙂
    Pior, tu ainda acordas a ouvir os passarinhos… que inveja!
    Tu eras mt mais radical que eu, eu era uma criancinha adorável (irritante, birrenta e cagarolas…), nada de emoções fortes, que me deixassem sem travões. Bem, tinha as pancadas da minha irmã… mas não fazia mal, enquanto ela me batia eu pensava no mal que lhe faria a seguir e isso aliviava logo a minha dor no ego!

    É tão bom recordar!
    (foi lá, na infância, que andámos no baloiço do avô… lembras?)

    Beijinhos!

  17. Campo.. muito campo… no alentejo ou noutro sítio qualquer… o importante é mesmo aquela calma que só se encontra nesses sítios… dos aromas e das cores… do cafezinho de borra ou das flores campestres…
    Consegui entrar num sonho desses…

    Um beijinho.. bem bonito o que escreveste…

    =^.^=

  18. Catarina,

    SIM!!!:D
    Muito, muito campo, liberdade! Paz! Seja qual for a morada! 🙂 Que bom que entraste num sonho destes!

    Beijinhos!

  19. Marta,

    Pois é.. Tens razão.. Nem a todos correu bem… Ou melhor nem sempre corria bem… Mas depois fazia-se beicinho, e prometia-se com ar de cachorrinho abandonado que era a última vez que acontecia… E adquiríamos o perdão, eheh..
    Passava-se um tempo e pregávamos outra ainda pior😉 Tipo cortar a mangueira da vizinha do lado (ups era segredo, essa foi minha :S), depois ríamo-nos à janela enquanto a água a molhava toda.. eheh…
    Quanto à infância, não foi no campo mas esteve lá perto.. No tempo, em que ainda se andava de bicicleta.. Eu andava atrás às vezes com o meu primo.. Não comia ervas, mas quanto ao sujar, era moda na altura!😉

    Bom tempo…😀

    Beijinhos!

  20. Patrícia,
    😀
    Esse tempo foi mt bom sim, mas não foi à mt tempo, ora eu que estou com 22 aninhos😀 foi assim… à mt pouquitos!😉

    Tenho mts ataques de criancice ainda (felizmente), que espero manter por mais uns anos, já nao como terra, mas continuo a gostar de me sujar, de andar à chuva, e de algumas traquinices! Perdi só uma parte do sadismo que tinha… agora já não arranco patitas às formigas. 😀

    Beijinhos!

    (Ah… eu conheço a tua vizinha… cuidado… hihihi)

  21. Marta,

    (conheces? ai… mas eu tive cuidado, não deixei vestígios no local do crime😉 ela nem se preocupou em recolher as impressões digitais da mangueira, eheh… comprou logo outra no dia seguinte… Nao tens provas :P) Mas essa de arrancar as patas às formigas chocou-me eheh😉 mas pronto passou-te…

    Beijinhos

  22. Patrícia,

    Cofff, cofff
    Estava a brincar, era lá eu capaz de denunciar uma coisa dessas… 😛

    Beijinhos.

    (“Chocou-me”… oh pá! Chocas-te com pouco é o que é!!!)😉

  23. Novamente o teu post permitiu que também eu pudesse sonhar… sonhar acordado…
    O encanto e o maravilhamento que transmites ao escrever faz entrever um espirito algo romântico, gostei de ver… sim senhora…

    Beijinhos.

  24. Viriato,

    Novamente tenho que agradecer o comment… Muito simpático, como sempre!
    Fico feliz por ter partilhado com quem me leu este sonho, que tenham visto a minha terra… ainda que por uns segundos apenas.
    Foi um prazer.

    Beijinhos.

  25. Eu cá acho que começar o dia em frente a uma paisagem bonita, em frente a um sítio que se gosta, com a calma que transmitiste… eu cá acho que deve ser lindo!!!!

    De certa forma, fez-me recuar uns quantos anos, quando ía passar férias à “terrinha” dos meus pais. É uma pequena aldeola que fica no conselho de Seia. Quando me levantava de manhã, gostava logo de desviar a cortina da janela para ver o monte que em frente se erguia e para ver o movimento das poucas pessoas que habitava, lá na dita “terrinha”. Depois de tomar o pequeno almoço, ía até à varanda e ali ficava um bom bocado. Ás vezes fazia frio, até mesmo de verão. Mas mesmo assim sabia muito bedm estar ali com uma vista desafogada e bonita, sem ouvir o som de carros, sem poluição. Sabia muito bem respirar aquele ar puro e fresquinho. Sabia muito bem ouvir “Bom Dia!” de quem passava em baixo na ruela…ás vezes não sabiam quem eram essas pessoas, mas mesmo assim elas cumprimentavam-me e eu retribuia. Nada disso se passa agora onde vivo. Fiquei agora a sentir saudades desses tempos e de outras aventuras que então vivi.

    Grande beijo e obrigada por me fazer lembrar desses tempos!

  26. Carracinha,

    Obrigada pelas palavras.
    A “terrinha” dos teus pais, é numa zona mt bonita do país.
    Imaginei essa varanda e os “Bons Dias” que sempre se recebem e retribuem nas aldeias. Enquanto estive a viver com os meus pais, uma das coisas que mais queria da cidade, era o passar na rua e ninguém me conhecer… curiosamente, e estranhamente, achei na altura, foi das coisas que mais senti falta. O facto de ficarmos invisiveis incomóda-me, tenho que confessar, embora em mtas situações seja mt mais prático seguir em frente a parar para falar qd não nos apetece.
    O facto é que sou uma campónia assumida e cheia de orgulho nisso!!!

    Fico contente que tenhas recordado esses bons tempos!

    Beijinhos!

  27. Hoje foi um dia cheio.. Reunião no teu alentejo… mais uma… desta vez foi em Santiago do cacem. Não deu para passar por aqui.. E vejo que sentiram tanto a minha falta que nem falaram… eu já sabia que faço muita falta, mas hoje tive a certeza…

    Bom fim de semanaaaaaaaaa querida. Eu andarei por aqui na mesma.. como sempre.

    Beijinhos grandes e um abraço

  28. De volta ainda deslumbrada.. Minha querida Marta! A juntar ao encanto que ainda trago em mim depois de chegar do sitio onde a terra acaba e começa o mar, ainda me encanto mais com a descrição do belo alentejo, de horizonte raso e limpído onde tudo se pega à terra… As coisas doem de tão belas. Desde que as saibamos ver. Alentejo.. ele, os homens, as cigarras, o trote das mulas, uns pombos bravos que rasgam os céus como se fugissem ao áspero e amargo coração deste país..

    Beijo meu

  29. Cátia,

    Obrigada! Passei por lá agora mesmo!
    Tudo de bom para ti!

    Beijinhos!

    Patrícia,

    Pois… para ti é o mesmo, tb já lá fui.
    Tudo de bom.

    Beijinhos!

    *Marta Estrelada*,

    Que bom ter-te de volta.
    Fico contente por te saber deslumbrada com a terra e o mar…
    Obrigada pelas tuas palavras… sabes, há mesmo coisas que se não tivessem dor, não seriam tão belas… o Alentejo… a vida!

    Beijo meu para ti!

    PARA TODOS OS QUE AQUI VÃO PASSANDO, OBRIGADA… ESPERO VOLTAR AMANHÃ PARA VOS VISITAR E QUEM SABE, RECORDANDO VELHOS TEMPOS… CONFESSAR…

    BEIJOS.

  30. Cheguei agora de um Alentejo tão seco quanto belo e, na iminência de o perder de vista por uns tempos, devorei cada palavra tua com o reconhecimento apaixonado de quem o tem nas raízes [embora não o tendo efectivamente].

    É bem fácil amar o Alentejo [e as tuas palavras que deixam sempre a vontade de haver mais].

    Beijinhos

  31. Ola querida,

    Desculpa a ausência, mas sabes como têm sido os meus dias… São idas e mais idas para o Alentejo… (vou sair daqui a pouco outra vez).

    Venho deixar-te um beijinhooooooo grandeeee e um abraço apertadinho.

  32. S,

    Obrigada! Que bom que tb amas o Alentejo!

    Beijinhos

    Cátia,

    Eu sei, eu sei!🙂
    Gostaste tanto desta manhã, que resolveste mudar-te!😉

    Beijinho grande tb para ti!

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