Beco

Chegava à escola na hora exacta e saía quase em corrida mal soava a campainha. Os intervalos, passava-os na casa de banho. Fechada, em pé, de costas na porta. Não suportava os risos que ecoavam pelos corredores, não suportava as conversas entre dentes das meninas que entravam no cubículo do lado… não sei explicar. Por um lado sentia-me desprezível, pensava que ninguém me via, mas por outro… só podiam estar a troçar de mim… era certamente de mim que cochichavam e soltavam risinhos… curioso não é? A forma de me valorizar excessivamente, achando que só eu podia ser tema de conversa e por outro lado, desvalorizando-me tanto, que achava que ninguém poderia gostar de mim, “ver-me”.
Escondia-me em roupas largas, e odiava-me por ser tão desinteressante! A cara vivia tapada por um emaranhado de cabelos, que meticulosamente eu despenteava, no beco que dava para um armazém abandonado a 100m do portão de entrada, enquanto controlava o relógio para cruzar o portão no momento exacto. Sem parar em nenhuma parte do percurso, chegava à porta da sala ao toque. Decorei o nº de passos que separavam cada sala, e entre cada uma e o portão. Ao bar eu não ia… comia em casa ou escondida na casa de banho… sim, o meu pavor e o meu desespero eram tais, que eu comia bolachas ou mesmo sandes que levava de casa, dentro do cubículo da casa de banho… todos já entraram numa, imaginam-se a comer lá dentro? Pois… eu hoje felizmente também não!
Neste momento devem perguntar-se se eu era uma boa aluna, se me sentava nas filas da frente… pois bem, sim e não, tinha de facto boas notas, mas ficava lá atrás… da forma mais invisível que me fosse possível. Não era participativa, mas cumpria nos testes, nos trabalhos… e como para muitos professores fui realmente invisível, consegui chegar ao fim da linha sem que ninguém se apercebesse.
Os meus pais, não tinham muito tempo, mas que fique aqui claro, não me negligenciavam, era eu que fugia, e às refeições, que invariavelmente fazíamos juntos, esforçava-me por lhes parecer normal, era apenas reservada, talvez até um pouco triste, mas normal.
Não vou tentar descrever o que sentia, não o vou catalogar com palavras, que inúteis como são, nunca vão transmitir a angustia que vivia em mim.
Vou dizer apenas, que um dia, depois de roubar todos os comprimidos que encontrei em casa e de os meter no saco que usava a tiracolo, juntamente com uma garrafa com lixívia e álcool etílico, saí de casa, sem deixar bilhete, sem olhar para trás, pronta para dar fim à minha miséria.
Vagueei pelas ruas e acabei no beco, ao lado da escola…
Lá, caído no chão, sobre uma poça de sangue, estava o Luís… da minha turma…
“Ajuda-me Joana…” – gemeu. E eu estremeci de medo e de emoção por ele saber o meu nome!
Foi pela mão dele que encontrei ajuda, foi a mão dele que me salvou, quando me inclinei sobre o seu corpo naquela manhã de sábado, desajeitadamente, e da minha mala caíram os comprimidos e o “sumo” que levara de casa.
Passaram desde então mais de 20 anos, continuamos os melhores amigos. E ironia ou não, se ele não fosse assaltado e abandonado ali, eu ter-me-ia suicidado… se eu não planeasse matar-me ele ter-se-ia esvaído em sangue, naquele beco deserto.
Deus sabe o que faz!

41 thoughts on “Beco

  1. Ola primota…

    O assunto que nos trazes aqui hoje, infelizmente é mais comum do que podemos pensar… A depressão abrange cada vez mais a população e população jovem. Existe uma grande pressão sobre os adolescentes,e quando por algum motivo se foge do mundo, entao ha-de chegar ao dia que queremos fugir da vida, de forma mais extrema.

    É uma estupidez, diremos todos aqui… Mas será? Será que podemos julgar? Será que sabemos avaliar a intensidade dos motivos? Será que podemos dizer que eram assuntos sem importancia e que haviam de se resolver? Estou certa que todos ou quase todos os assuntos se resolvem, mas o estado psicologico em que as pessoas estão, não conseguem desenrolar o raciocinio nesse sentido. Cobardia? Sim, acredito que sim… fraqueza? Muita… Desorientção? tremenda.. Neste pais que em que a psicologia e a depressão ainda são tabus em muitos locais, e motivo de complexo, então esconde-se… Até um dia que não se consegue mais, não se aguenta, não se suporta mais…

    Mas é bom ver um final feliz nesta historia… espero que tenha ultrapassado os motivos, mas o pensamento do gesto, a tendencia ficarão sempre! O pensamento deste gesto é tipo um vicio, nunca se pode dizer que nunca mais virá… não se sabe se não vai haver uma recaida.

    Beijinhos grandes amiga

  2. Magnifico, gostei, especialmente porque tem um final feliz, e isso ajuda sempre a que goste mais.

    Sem querer analisar nada, e depois da pequena conversa que tivemos, acho que ela se fazia de diferente e não se dava com ninguém, para que reparassem nela. Que ela se esconde e afasta tanto, para que a vejam melhor.

    É claro que teria gostado que a Joana, a rapariga (hoje, 20 anos depois, mulher), tivesse tido uma quente aventura com o Luis, mas isso ficará certamente para outras nupcias…

    Só mais uma coisa: Sim, faz uma confusão imensa ler-te na primeira pessoa, sabendo que não és tu.

    Beijos grandes A…,

  3. Cátia,

    Ainda estou a pensar se devia ter escrito isto…

    Sei o que pensas sobre o assunto, tal como tu conheces a minha opinião. Espero só que estejas errada qt a isto: “O pensamento deste gesto é tipo um vicio”.

    Acho eu, e posso estar completamente enganada, este mundo da net é composto maioritariamente, por pessoas solitárias ou que de alguma forma se escondem da vida real, aquela que acontece para lá da porta, da janela.
    Eu mesma, apesar de não estar sozinha, de ter amigos, entrei neste mundo com um objectivo, o de contar o que escondia de toda a gente… como sempre digo, vim falar, continuando calada! Fui ficando por vicio.
    A mensagem era para esses, que tlv aqui passem, calados, escondidos… continuo a pensar, se faz sentido falar sobre isto… se é um post sem sumo… ou pior, com um sumo envenenado!

    Beijinhos querida!

  4. Cd,
    🙂
    Como disse à Cátia agora mm e como te disse à pouco a ti na nossa conversa, não estou certa deste post.
    Não o vou apagar, até pq sei que com o tempo posso gostar dele, não seria a 1ª vez. Raramente gosto qd termino e depois, confesso que até acho que alguns são interessantes… por isso, este fica, mas tlv escreva qq coisa ainda hj. A maioria das pessoas só lê o último…

    Agora o texto… ela variava entre o “alguém que me veja” e o “ninguém olhe para mim”.
    Ela não era o “cromo”… ela era diferente. Tlv até assustasse os colegas. Imagina alguém que transformava a cabeça num ninho de ratos, num beco. Imagina alguém que contava os passos e se cronometrava… não te assustarias?

    Beijos tb para ti!
    Até já!🙂

    Ah! Ao escrever na 1ª pessoa, eu envolvo-me e vivo… se me limitasse a contar… não conseguia sentir.

  5. Cd,

    Tinha esquecido, dentro de dias devem aparecer por aqui aventuras escaldantes… sempre acabo por falar nelas!😉

  6. Ora bem – apesar de o contar(es) na 1ª pessoa “… envolvo-me e vivo…” e muito vulgar na adolescencia pensamentos suicidas. UM turbilhao de hormonas a funcionar descompassadas acompanhadas por um afastamento emocional da familia.

    Por outro lado este mundo da net é composto + que maioritariamente, por FANTASMAS.

    A minha socia de blog = nora = deixou me com a crianca nos bracos = e como adoro “putos” ca vou cantando e rindo ate ela chegar das suas interminaveis ferias post cancro maligno.
    Tudo tem um pq ; Rosarinho

  7. R. Filgueira,

    Julgo que sim, que é bastante vulgar, eu sei que cheguei a pensar se teria coragem… e não tinha… nunca fui além deste pensamento!

    curioso… o coragem aplica-se aos 2 lados, ao que tem coragem de o fazer e ao que tem coragem de viver… pq para alguns, para viverem têm que ter coragem.

    Nós por cá, gostamos das visitas!😉

    Eu acredito, que sim, tudo tem o seu porquê, mesmo qd não o entendemos na altura!

    Beijo

  8. Não imaginas o que senti ao ler o que escreveste agora… voltei a sentir o mesmo que aquela tarde à uns meses…

    Quanto ao sumo deste post.. não te sei responder, apenas compreendi uma coisa: é sempre mais facil escrever quando não se está envolvido, quando não passa de uma estoria e nao historia. Fui apanhada na minha propria ratoeira…

    Não voltarei aqui hoje.. ou talvez volte, afinal não me consigo afastar..

    Tem um bom resto de dia..
    Beijinhos

    ps- não estou enganada…

  9. Isto tem estado complicado.
    Hoje mais uma vez fui até ao hospital… levei uma injecção e tive a soro… Acordei agora e sinceramente não me estou a sentir muito bem.

    Beijinhos e obrigada pela preocupação.
    Mais tarde, se me sentir com forças, virei ler o teu novo post.

  10. Cátia,

    Lamento que o tenhas sentido…

    E qt ao sumo deste post eu já sei a resposta, está envenenado! Como disse a R. Filgueira, um post cancro maligno…

    Volta ou não como entenderes.

    Quero só que saibas, que qd o escrevi, pensei nos que me entram aqui com uma pesquisa de SOS… nos tantos q andam por aí e que ainda não entenderam que haverá sempre alguém que estenderá a mão… que vale a pena… que tudo tem o seu propósito! Nos que têm filhos, e que neste momento não sabem o que se passa com eles…

    Espero não te ter arruinado o dia… não era de todo a minha intenção, tu sabes isso. É apenas a minha falta de tacto. Desculpa, não pensei!

    Beijinhos e aquele abraço.

    ps – lamento…

  11. Ana,

    Descansa e recupera. É isso que importa. O meu novo post passará rapidamente a velho!

    Beijinhos e as melhoras!

  12. E isto é verídico?

    Se não fosse o facto disto ter acontecido com a “Joana”, quase que parecia que era um relato teu.

    Seja ou não verídico, a verdade é que a pressão exercida por uns, e sentida pelos outros, leva muitos a chegarem a um ponto em que se vêm num beco cuja saída é o suícidio.

    Pode soar a cobardia, pode ser um sinal de fraqueza. Mas ás vezes as pessoas tendem a esconder o que se passa com elas. Têm a auto-estima muito fragilizada, são gozadas pelos outros, vivem fases más de forma seguida, etc. E por vergonha ou por medo que sejam consideradas malucas ou que pensem que se estão a armar em vítimas, lá vão escondendo a pressão que sentem e a depressão em que vivem. E não pedem ajuda. E depois…depois nem todos têm este final feliz.

    Bom fim-de-semana e beijinhos

  13. Carracinha Linda,

    Não! Não é um relato. Como aqui já foi dito, é mais fácil escrever quando não se está envolvido!
    Se a ferida fosse minha, eu não teria lá colocado o dedo… a verdade é essa…

    Infelizmente, nem todos os casos têm um final feliz… MAS felizmente, nem todos têm finais infelizes!

    Beijinhos para ti e bom fds!

  14. Então, saltei da cama e vim ler o “post polémico”.

    Confesso que os comentários aqui antes escritos, me despertaram curiosidade….

    Eu acho que quando a depressão chega na adolescência, as pessoas sempre acham que é uma fase passageira. Mas nem sempre o “vai passar” acontece. A depressão não se vai embora. E é nesse momento que começa a rejeição e a luta pela sua presença.

    E é também nesse momento que as pessoas começam a querer morrer a todo custo. Porque no fundo, elas não querem destruir a própria vida, mas sim destruir aquela dor que as domina.

    Vida e dor são sinonimos.

    Eu sou daquelas pessoas que não acreditam em coincidencias. Tenho a certeza que tudo acontece por um motivo. O final do texto. Aquele beco que ela procurou para se “esconder do mundo”, foi o mesmo que no final a fez libertar.se dessa ideia…

    Epa e venha de lá a aventura escaldante!😀

    Beijinhos e um óptimo fim de semana!!

  15. Ana,

    Pois é… o post nem chega a ser polémico, a sua autora é que tem falta de tacto.
    Acabei de me lembrar que este é um assunto que te toca…

    Tlv vida e dor sejam sinónimos… mas tb o é alegria, paixão, amor, amizade…

    Julgo que cada vez mais se vai dando atenção aos sinais que os adolescentes vão dando… espero que a taxa de suícidio diminua…

    Beijinhos para ti e um fds sem essa dor maldita!

    (o escaldante virá a seu tempo😉 )

  16. Vida e dor são sinonimos durante essa fase de depressão em que nada faz mais sentido.

    é óptimo viver, por mais desgostos que tenhamos, por mais perdas, por mais cólicas renais😛 … viver é óptimo!

    Porque são nesses momentos de dor, de desespero que os amigos se revelam e isso, isso é a melhor parte da vida!

    Ps. E acho muito bem que a autora tenha falta de tacto para nos continuar a brindar com textos destes!!😉

  17. Olá Marta,

    Este assunto que nos trazes aqui é bem real, e muito mais frequente do que possamos pensar.
    Muitas vezes, sentimos que nada vale mais a pena e acabamos por desistir de nós.
    Quanto às coincidências, é pena… mas nem sempre existe alguém para nos salvar do pior. Sofremos muitas vezes calados, não sabemos repartir a nossa dor, vivemos isolados nas nossas emoções… Essas que ninguém conhece verdadeiramente, e muito menos as percebem… A maior parte das vezes, nem nós próprios as conseguimos entender.

    “Todos falhamos, frustramos os outros e ficamos frustrados por causa deles. Todos estamos doentes nalguma área da nossa personalidade, uns mais, outros menos, inclusive os psiquiatras e os psicólogos. A sabedoria não consiste em sermos perfeitos, mas em sabermos que não o somos e que temos capacidade para usar as nossas imperfeições no sentido de compreendermos as limitações impostas pela vida e pelo amadurecimento.” (Augusto Cury, in:”A Ditadura da Beleza”)

    Beijos

  18. Patrícia,

    Começo por te dizer que gostei da frase com que terminas. Todos temos as nossas feridas, as nossas doenças… a sabedoria, nem sempre vem e hoje sinto que não a tenho, nem aquela restiazinha que de vez em qd me visita.

    O assunto de hoje, estava para vir, como outros que queria falar ainda… mas acho que veio prematuro, num mau dia. Vou reflectir sobre os que estão para vir…

    Mas sabes, há sempre alguém pronto para nos escutar… pode é não ter (saber) para dizer aquilo que precisamos ouvir! Quando pensamos que estamos completamente sós, devemos procurar bem, mesmo nos becos…
    E eu acredito que as coisas não são por acaso… já senti várias que não foram por acaso…

    O não ver, não significa que não existe, pode querer dizer apenas que alguma coisa nos turva o olhar!

    Beijinhos.

  19. Arrepiei-me..
    Confesso que esses assuntos me assutam um pouco..
    Essas realidades mais obscuras que existem em tão grande numero e que eu no meu mundido não me apercebo…
    Gostei de te ler.

    Um beijo

    =^.^=

  20. Catarina,

    Obrigada.
    São realidades que existem tb no nosso mundo… infelizmente…
    Entendo o arrepio, eu tb o sinto sobre tantos e tantos assuntos, este é um dele.

    Beijos.

  21. Depressão é coisa será mesmo, mas acredito que esta fase da adolescencia todo mundo passa, alguns sobrevivem outros não… eu tbm a tive!

    Bom final de semana.

    =]

  22. Gostei do conto. Existe um sincronismo adequado e feliz, além da descrição sucinta dos sentimentos que levam ao ato (ao quase ato) definitivo para a história.

    Parabéns!

    Bons ventos!

  23. A narrativa decorre na 3º pessoa e tb na 1ª pessoa, algo que me deixa estranho.
    Está um post bastante emotivo!
    Um texto que marca imenso, pois existe um turbilhão de sentimentos.
    A solidão de um ser que o leva ao desespero.
    Está sozinho no mundo e uma companhia preenche seu mundo!
    Uma companhia a desfalecer!

    Tal visão faz derrotar a psicose negativa do ser.
    Fez o bem, salvando outro ser e a batalha foi ganha. (mas a guerra não por isso Força para a Joana)

    Em tudo existe um causa, uma razão…e um fio de compreensão.
    Este post…este post…espero que não seja de como diria eu no começo do comentário…!

  24. Elza,

    A adolescência é mesmo muito complicada.
    Para uns mais que outros, mas sempre difícil.

    Beijo.

    José Roldão,

    Bem vindo aqui ao conto e obrigada pelas palavras.

    beijo.

    Fontez,

    Em nenhum momento o post é escrito na 3ª pessoa, julgo eu, mas tb em nenhum momento falo da minha exeriência pessoal.

    Este post veio um pouco prematuro. Não me preparei para o fazer, e o assunto é demasiado sério para que não estejamos preparados para ele… tentarei ser mais cuidadosa no futuro.

    Beijinhos.

  25. Compreendi.
    Sim, o assunto é sério.
    Sim fiquei um certo preocupado.
    Sim por falares na 1ª pessoa fiquei estranho.

    Fizeste bem em teres falado neste assunto, pois é um assunto que decorre com preocupação na sociedade de hoje em dia!

    Bom domingo mana! (sublinhe-se que mana estaria em itálico lol)

  26. Li no jornal de hoje = el mundo = uma noticia que quero partilhar com voces
    “1 de cada 10 mulheres de um acampamento de 1000 familias vitimas do tsunami , venderam um rim para poder sobreviver…”

  27. Ola minha querida,

    Passo para te deixar um carinho e desejar um bom resto de domingo. É bom vir aqui, e estar contigo, acredita amiga.

    Gosto muito de ti.
    Beijinhos grandes e um abraço dos nossos.

  28. A tal noticia que deixas a conhecer anjo Rosario é deveras triste…!
    Revela que a sobrevivência atinge o desespero…!
    Pena…pena…!
    Tais mulheres muito sofrimento…mt…rezemos por elas!

  29. “Deus sabe o que faz”
    Gostei imenso de regressar aqui e ler-te de novo, o fim deste teu post fez-me parar e pensar duas vezes, andamos tão ocupados a tentar ser vistos que não nos apercebemos que tudo o que fazemos é sempre observado por alguém ainda que não nos seja sempre perceptivel.
    Para tudo na vida há um tempo… e por vezes esse tempo revela-nos a presença permanente d’Aquele que vela sempre por nós.

    Beijinhos.

  30. comento…paradoxal…quem diz que o nunca pensou…quem por outras razoes ou parecidas…iniciou um processo que em td evidencia um ritual…pois amiga…falas em deus…podia ser so uma aragem que mudasse o destino…ou mesmo um pouco de agua fria a tocar os tornozelos e te fizesse acordar…ou de repente a tua ultima forca desse para te fazer mandar fora…ou os teus desejos e sonhos te fizessem parar uma hemorragia de sentimentos antagonicos…sei la…mas a verdade e que o destino somos nos que o providenciamos na nossa ultima accao…beijo muito mas muito grande…

  31. A Dona do blog,

    Pois não. O que importa é se o texto transmite ou não algo.😉
    Este, não é uma realidade minha.
    Obrigada.

    Beijo.

    Fontez,

    Eu tb acho que temos que falar, em vez de calar os assuntos. Mas…

    Beijinho.

    R. Filgueira,

    Obrigada pela partilha. Eu não sabia e creio que muitos dos leitores do conto tb não.
    É arrepiante pensar no desespero necessário a uma decisão drástica dessas.
    Há pessoas que passam por demasiados “tsunamis”…

    Beijo.

    Cátia,

    É bom ter-te cmg aqui!
    Desejo-te umas excelentes férias!

    Beijinho e aquele abraço.

    Contos Eróticos,

    Obrigada. Bem vindo/a e volte sempre!

    Beijo.

    Viriato,

    E eu gostei do regresso. Obrigada!
    A religião, qd não levada a extremos, é um excelente apoio para quem está em sofrimento.
    A Joana precisava acreditar!

    Beijinho.

    Bruno,

    E quem te garante, que nesse último momento, essa aragem, essa água, não é obra de Deus?😉
    Já disse isto aqui algumas vezes, não acredito em “destino” imposto.
    Apenas tenho um ponto de partida, um de chegada e algumas paragens obrigatórias. Mas a estrada, sou eu que escolho. O que aprendo ou não, o facto de ter uma rota mais ou menos longa, mais ou menos penosa, depende do que eu escolho, de mim…

    Beijo grande.

  32. Ola primota, bommmmmmm diaaaaaaa.

    Venho desejar-te um optimo dia, o meu será de algum repouso. A tarefa está comprida, ontem ja bastante tarde entreguei o que tinha que entregar, fico a espera de alguns comentarios mais logo e depois sim, entrega oficial e feriasssssssss.

    Vou passando por aqui, sinto-me bem por perto.
    Beijinhos

  33. Primota,

    Bom Diaaaaaaaaaaa!😀
    Que bom!
    Que bom que está concluido, que bom que repousas, que bom que estão aí as férias, que bom que te sentes por cá bem!

    Que bom ter-te cá!😀

    Beijinhos

  34. Fontez,

    Vou começar a fazer-te um desenho junto com as minhas respostas. Não te estava a mandar nenhum recado. Qd quero dizer, digo.
    Estava a generalizar, não a dizer para te calares.

    Beijo.

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