FELIZ 2008!!!

Agora que 2007 se despede, não posso deixar de recordar aqueles que neste ano entraram pela minha casa dentro e se sentaram no meu sofá…
Agora que 2007 se despede, não posso deixar de recordar aqueles que em dias difíceis me fizeram soltar uma gargalhada…
Agora que 2007 se despede, não posso deixar de recordar aqueles que em dias de “luta” uniram a sua voz à minha, num grito de guerra, de quem quer apenas paz!
Agora que 2007 se despede, não posso deixar de recordar aqueles que em dias de festa ergueram os seus copos junto ao meu!
Agora que 2007 se despede, não posso deixar de recordar aqueles que fizeram do meu ano, um ano melhor. OBRIGADA!!!
Agora que 2007 se despede, eu sei, que nunca o esquecerei… que NÃO VOS ESQUECEREI…
Para 2008… que vivam, que tenham saúde, que amem, que dancem, que cantem, que sorriam, que riam, que gritem, que sonhem, que sejam felizes!

FELIZ 2008!

Beijo.
Marta

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Feliz Natal

Ouvi dizer que é hoje… Ou será amanhã? Pois, não sei bem, até porque aqui nos trópicos está tudo muito complicado, começa nesta minha net móvel, continua com o frio… enfim…

Venho aqui só num instantinho desejar-vos em excelente Natal! Sejam felizes!

Um beijo enorme!  

Marta

Conto de Natal – conclusão

Saímos daquela casa a 18 de Dezembro.
A casa nova, tinha para lá de 40 anos, longe da zona nobre, dos acabamentos de luxo. Um T1 de 60m2.
Passámos nesse ano um Natal diferente. Fizemos uma ceia simples, sem o esbanjamento de outrora. O serão passámo-lo em jogos entre as três… e por alguns momentos, consegui esquecer a ruína, embalada nas gargalhadas das duas.
Antes de irem para a cama, colaram as meias no parapeito da janela da sala, parcialmente tapada pela arvore de natal gigante, que trazíamos da nossa vida antiga. Pediram-me que fizesse o mesmo e eu acedi, mesmo a saber que não teria presente, duvidava até se teria futuro…
Após o conto de Natal que lhes sussurrei até adormecerem, voltei à sala, que era na altura também o meu quarto. Fiquei uns momentos a observar as três meias, recordei os seus sorrisos rasgados, a alegria que tinham enquanto me ajudavam a pendurar a minha. Dividi pelas duas os chocolates que havia comprado, e debaixo da arvore coloquei dois embrulhos, descobrira no oriente uma feira de livros, os transportes públicos têm destas coisas… gastei quinze euros no total… noutros anos, cento e cinquenta teria sido pouco para cada uma.
De uma das caixas empilhadas na despensa, tirei um livro, um dos que tinha ainda do meu tempo de faculdade. Embrulhei-o e coloquei ao lado dos presentes delas, não queria que ficassem tristes, por eu não ter um presente.
Quando finalmente caí no sono, dormi profundamente, como já nem me lembrava ser possível. Acordei pelas seis da manhã. A arvore piscava aceleradamente e aos pés da cama improvisada tinha dois pais natais de 9 anos, de pijamas e gorros vermelhos de papel.
“HO HO HO!!!” – gritavam a plenos pulmões, tanto que receei acordar todos os vizinhos. Nas mãos tinham uma cartolina com o desenho de nós as três, ao lado da arvore de natal. E no cimo, em letras garrafais, podia ler-se:
“ Mamã este é o melhor Natal”
Efectivamente não foi o melhor, muito menos o mais fácil, mas nunca o esquecerei, e a mágoa, o fracasso que sentia em mim, desvaneceu-se naquela madrugada.
Não falhara na educação das minhas filhas!

Conto de Natal…

Estive em pé, a espreitar pela janela da sala durante bastante tempo. Atrás de mim, a lareira apagada, um dos luxos de que tínhamos abdicado há muito tempo era o aquecimento.
Sentia-me confusa, amedrontada, envergonhada, revoltada… tinha fracassado… era isso que sentia. Tinha chegado aos 35 anos como uma falhada. O meu mundo ruiu e eu fiquei a vê-lo ceder, subterrando tudo, apavorada demais para sequer gritar por socorro. Entrava num outro que sempre tinha ignorado, feito de dias sem sol, a preto e branco. Um mundo que noutros anos eu me convenci de ajudar, ignorando o que sentiam os que recebiam as minhas esmolas, ignorando o quanto é humilhante depender da generosidade alheia, para sobreviver…
Para lá dos vidros duplos a geada cobria de branco a relva do pequeno jardim, onde as minhas filhas deixariam de brincar… era ainda muito cedo, mas a insónia contínua das últimas semanas atirava-me para fora da cama à primeira claridade da manhã.
Percorri a sala com os olhos, nublados, era inevitável, teríamos que sair. Os livros, os filmes, os discos… tinha tanto, e de nada me serviria. Que lhes faria? Onde encontraria espaço em mim, para empacotar e guardar o que havia sido. Onde encontraria forças, para explicar às minhas filhas que primeiro tinham perdido o pai, que perderiam também a casa, o quarto, os amigos, o colégio.
Tínhamos que começar de novo, mas não íamos construir… íamos embalar, empilhar e sobreviver. Aguentei o que me foi possível, mas a despensa vazia, os cartões de crédito a zero e os 3 meses de empréstimo por pagar não me deixavam grandes opções. Tínhamos que sair… esperava que acordassem, e que na sua generosidade me pudessem perdoar…

“Alegra-te, é Natal!” – ouvia por vezes… era Natal… eu queria lá saber!

(continua)

vida de cão

Lá vem ela, com o seu “Lulu” pela trela, não que se possa chamar àquilo trela, mas o efeito é o mesmo… nem sei se se pode chamar àquilo cão, mas o efeito é o mesmo. A verdade é que não me importava de vir assim, preso por ela, de me encostar a ela, como aquele… cão!
Cruzamo-nos aqui no jardim à imenso tempo, faço os possíveis por isso, mas gostava de saber no que ela pensa, se repara em mim…

Cá está ele outra vez, a passear a cadela. Conheço-o há tantos anos e nunca imaginei que apreciasse a espécie. Mas parece que sim, nem usa trela, deve-a ter bem domesticada! Está um bocadinho velha, o pelo já não é o que era, e como nunca foi nada de jeito… enfim, parece que nem me vê… já nunca me cumprimenta e eu não sei porquê.
Deve ser com medo que o animal que traz com ele morda!

Marta e CD

O texto de hoje foi escrito com um parceiro muito especial. Devia ter escrito para ele… mas não aconteceu. Foi assim, a dois. Aqui entre nós… a dois é muito melhor!
Obrigada CD! E já agora parabéns!

sonho

Havia acordado apavorada, confusa…
Afinal, como há muito dizia e repetia o Sérgio Godinho, aquele era o primeiro dia, do resto da minha vida!
O entusiasmo de todos contrastava com a minha aparente apatia. Faltavam apenas duas horas, quando deixei a água correr até escaldar e rodei a chave na fechadura. Aqueles minutos, queria-os meus.
Sonhava com aquele dia, desde pequenina, aquando da plateia de bonecas e das palavras repetidas até à exaustão. Idealizara o vestido, os risos, a felicidade estampada nos rostos, a emoção até às lágrimas. E como qualquer menina, fascinada com o facto de crescer e ser mulher, visualizava os saltos altos, perfeitos para o vestido longo, elegante… ouvia os piropos, sentia todos os olhos cravados em mim, antecipara tudo ao longo dos anos, cada emoção, cada gesto, cada palavra… mas naquele momento, quando chegara o momento, tudo se revelou distinto.
A água escorria-me pelo corpo, vermelho do calor, e ainda assim mal a sentia, as duvidas que tinha mantinham-me adormecida, anestesiada com a ideia de realizar o meu sonho, “O” sonho da minha vida. O que faria depois? O que me faria correr? Com o que sonharia? E se eu fosse feliz? Talvez não resultasse se eu fosse feliz. Sem a tempestade de sentimentos, sem a dor contida nas palavras, nos gestos, talvez não resultasse…
A ansiedade, o medo, deturpou o momento, e nada foi como havia sonhado.
Passado pouco mais de uma hora, estava em frente ao espelho, impecavelmente maquilhada, penteada… linda, no meu vestido longo, negro!
Senti as lágrimas invadirem-me os olhos, ao primeiro toque de xaile nos ombros nus, aquando do murmúrio para lá das cortinas.
Soube nesse instante, que nunca seria apenas feliz e sorri. Havia em mim aquela ânsia, aquela doença que nunca deixaria fugir a dor. E eu teria sempre aquela mágoa no tom arrastado, agastado de cantar!

caçada

A M. desafiou e eu aceitei.
A ideia é fazer um post, em que os títulos das últimas 10 postagens façam parte do texto, e que no fim faça algum sentido. Ora a M., como é boa gente pensou em mim, afinal eu tinha uns títulos giros… fáceis de colocar num texto… quiduxa que é a M.! 😀
E pronto, o resultado foi o que se segue:

TRIM – TRIMMMMM!
Que porra, é o Asdrubal! Este gajo não tem amor à vida! É que só pode! Aparecer-me aqui hoje…
Oh cum catano!
Ontem esteve cá a tarde inteira. Começou por me falar de caça, depois falou de caça (continuação), depois caça (e continua…), falou só mais um bocadinho de caça (uma vez mais), passámos pela fase em que ele me explicou a arte, da caça (explicada?) naturalmente, e quando dei por mim, antes dele chegar à parte da caça… the end (finalmente), já tinha aceitado ir caçar com ele.
Pensando bem, acho que concordei só para o calar! É que vocês não tão bem a ver, nem a bosta do café escaldado que lhe servi lhe queimou a língua, irra… eu não tinha hipótese, ou aceitava o convite, ou o homem não se calava!
Enfim. A noite até nem começou mal. Fomos a uma festa! As miúdas eram giras, brindava-se à amizade… mas não é que o caramelo depois dos brindes todos, resolve falhar na presa e caça a namorada do segurança? Acho que nem preciso explicar muito bem como decorreu a coisa a partir daí…
Acordei era quase dia, de cara pálida, bem dorido, no parque de estacionamento da disco, e deste sacana, nem sinal… e da caçaria, ficou uma bela ressaca, e a memória da sova que o gorila me deu a mim, porque o gajo bazou…
Filho da mãe… aparece-me aqui hoje…
Devia dar-lhe um assoa-queixos, mas amassado como estou vou deixar isso para outro dia, hoje fica só na rua à chuva, cá dentro nunca mais mete a pata!

E agora, devo passar o testemunho… acho que a 10… pois, não sei se por cá há tanta gente… logo, passo a quem cá vem, que ainda não respondeu ao desafio e que lhe apeteça responder.