Eu estava aqui para começar um post… e… trim trim trim… tenho que voltar ao trabalho… se o meu humor não descer drasticamente ainda volto.

Obrigada pela vossa presença, mesmo durante a minha ausência… eu estou bem, com um humor de bradar aos céus, mas bem… não tarda a chafarica volta a ser o que era, já tenho saudades. Saudades vossas e saudades de me perder entre meia dúzia de linhas e ser eu mesma dentro da fantasia… até já!

Beijos

Marta

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sem

Olho-te uma última vez em laia de despedida.
Um adeus interno, duma chegada que nunca se deu.

Perco-me na estrada de volta, no caminho que não percorri.
Não entendo porque tenho então as pernas cansadas… de onde me chega a fadiga?!

Gravo a brisa na memória.
Escuto o aroma que veio de ti… uma última vez!
Cheiro na chuva os sons antigos, de ainda agora, que me borbulhavam nos dedos e sigo.
Descubro as letras escondidas nos troncos do caminho.
Descubro-as e deixo-as… livres… doem-me as mãos para as poder carregar.

Não tarda estarei em casa, de onde nunca sai!

esperas

A chuva forte fustigando as janelas renegava o verão. Sentou-se no pequeno mocho de palha desfiada a ver a chuva, pestanejando a cada vez que a água parecia conseguir atingi-la. Não afastava a cabeça, apenas não queria ver. Aliás, fechar os olhos era algo que sabia bem como fazer. Tinha fechado os olhos a tudo. Fosse o que fosse, desde a miséria, às palavras rudes que os miúdos haviam aprendido com o pai, aos apetites dele, tudo.
Saraiva.
Se voltasse a ter 20 anos e a casar, não mais se deixaria marcar como um animal qualquer. Havia recebido o nome dele cravado no lombo, marcado no passar dos dias a ferro e fogo e nos papéis que não sabia ler.
Saraiva – repetiu. Apenas para se lembrar a quem pertencia, apenas para confirmar que deixara de ter identidade.
A ideia do odor a bagaço, das suas mãos ásperas e frias fê-la desejar que uma daquelas gotas trespassasse o vidro barato e entrasse em si, certeira… foi fechando os olhos e ficando à espera, mas como todas as esperas que tinha tido ao longo da vida, foi inútil. Quando terminou a chuva e há falta do milagre, levantou-se, ajeitou o avental e foi fazer o jantar. Foi assim toda a sua vida…

Não chorara o seu toque, nem o seu desrespeito, era a sorte que lhe cabia e achava que ninguém fugia ao destino, mas chora-lhe a morte… esperavam isso dela, que mostrasse sofrimento e assim o fez. Fechou os olhos, lembrando-se da tarde de chuva, do milagre que nunca chegou, das lágrimas que não se tinha permito derramar e chorou-o… só nunca pôde imaginar que um dia, a solidão seria de tal ordem que na última das esperas lhe sentisse a falta!

feliz

 

Pelo carinho, pelo respeito, pela amizade, pelo amor… Obrigada!

Os que já me conhecem um pouco (e são quase todos) sabem do meu feitio retorcido, da minha teimosia, da montanha russa que muitas vezes são os meus dias… sabem o quanto sou louca. Sabem que esta é a minha forma de ser feliz.
Hoje, digo-vos obrigada, dizendo que estou feliz… desejando-vos que sejam muito, muito loucos e muito felizes!

Beijos
Marta

Bono

Parece que ele tem mais de 7 vidas… eu fico contente, o gajo devia-me um café! 😉

Mais logo conto…

Beijinhos a todos e muito, muito obrigada pelas palavras, pelo apoio!

Para ti meu menino… vais levar uns supapos pelo susto que nos deste! 😉 Bem vindo!

Bono …

Chegaste…

bono_poetry disse…
“ok..marta …se a felicidade dependesse de uma so pessoa…eu acharia que estavas louca em deixa-lo ir e vir…mas sei que a ?misteriosa…e infinita…felicidade..sao apenas pequenos instantes de um gozo quase imerecidamente os rotulamos de (fui tao feliz…naquele momento)well..se houvesse forma de contornar td isso…alias tive uma brainstorm…neste momento…e se cada vez que estivessemos em sintonia com ela (as empacotessaemos..e generosamente as dividissemos com todos..?..esquece…um ate depois breve..”
28/1/07 23:08
(confesso aqui)

E agora seguiste…

bruno disse,
Maio 1, 2008 @ 2:13 am · Editar
“eu ca acho que tens e muita lata..tas a aproveitar para seres preguicosa…hehehe…adoro-te!!!e no meio das letras ..e no escreve escreve vais deixando o teu jeito doce de escreveres pata tds!!!mas das sempre prioridade ao tei instante de desabafo…es linda e super criativa…viva a tua dimensao de pessoa!!!”
(conto aqui)

Well amigo… continuo contigo… um dia destes, quando o nó na minha garganta diminuir, far-te-ei a festa que mereces e que certamente quererias. Um dia…

Não me despedi de ti nem vou despedir… encontrar-te-ei um dia… eu estarei velhinha, espero, tu… tu estarás fantástico, charmoso e sedutor… jovem…

Beijo enorme amigo!

… não te esquecerei nunca…
Até…

Marta

rascunho de mim…

Quando as estórias se esgotam e as histórias se calam, fico apenas eu. Neste escreve escreve escreve e apaga vazio. Nesta frustração de quem perde a voz.

As palavras fogem-me, escapam-me entre os dedos. As letras explodem dentro da minha própria cabeça muito antes de se agruparem… fico vazia. Plena de contos por contar.

Enquanto não encontro a fórmula mágica, a cola para os cacos… só posso dar o que tenho. Estas mãos vazias de letras, esta voz muda, este brilho apagado…

… Esta falta de graça!