sem

Olho-te uma última vez em laia de despedida.
Um adeus interno, duma chegada que nunca se deu.

Perco-me na estrada de volta, no caminho que não percorri.
Não entendo porque tenho então as pernas cansadas… de onde me chega a fadiga?!

Gravo a brisa na memória.
Escuto o aroma que veio de ti… uma última vez!
Cheiro na chuva os sons antigos, de ainda agora, que me borbulhavam nos dedos e sigo.
Descubro as letras escondidas nos troncos do caminho.
Descubro-as e deixo-as… livres… doem-me as mãos para as poder carregar.

Não tarda estarei em casa, de onde nunca sai!

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