pós-guerra

Para lá dos dias  l o n g o s, dos anos corridos, das pinturas de guerra, ficam as cicatrizes saradas das feridas abertas por dentro.

Para lá da gargalhada, escuta-se o eco eco eco eco  seco de cada combate.

E em cada regresso, para lá da noite em claro, chega mais uma manhã ensolarada e negra

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31 thoughts on “pós-guerra

  1. Depois, fica sempre a dor, o trauma, os ecos, a escuridao, as lembras que nao o deveriam ser… Depois até nós proprios somos uma sombra de nós mesmos…

    Momentos dificeis e angustiantes para quem os vive em cada manha.

    Beijinhos primota, que bom ler-te!

  2. Cátia,

    Depois da guerra (de algumas guerras) fica a devastação… era dessas que falava e tu também, mas… antes de outras há apenas vazio, que pode ser tão arrasador como a guerra…

    Que bom receber-te!!! 😉

    Beijo grande primota!

    Ana,

    Se o gosto é amargo, ainda bem que não tens ido, mas se for um agridoce, “abre os braços e dá o peito às balas”! 😉

    Muitos! 😀

  3. Há idas e idas… Eu gosto de pensar que cada dia é uma batalha… Uma batalha para um mundo melhor, uma batalha para uma vida melhor, uma batalha por um sorriso, por uma satisfaçao, por uma palavra amiga, por uma lagrima que seca, por uma ferida que cicatriza. Mas há outras idas, que nos destroem por completo, e dessas, cada dia que passa é mais um dia de sombra e de dor, uma recordaçao, um desgaste emocional tao forte… ate um dia.

  4. Cátia,

    Sim, há idas e idas.
    Eu, gosto de pensar que mesmo as recordações que desgastam, que ferem, podemos aprender a viver com elas, não tentando camuflá-las, mas percebendo que vivemos além delas, que apesar delas podemos rir e chorar como toda a gente.
    Temos que aprender a sará-las de dentro para fora… não tenho poção mágica, mas acredito que temos essa capacidade em nós… apesar de muitas vezes nos apetecer que nos arranquem a pele e apontem onde raio ela está…

    Beijo grande!

  5. Como diz o deprimido/pessimista:

    “amanha é outro dia – mais ou menos igual a este”

    Ha quem diga que o tempo cura tudo, mas creio que o tempo por si só nao basta… mas sim o que cada qual faz com ele é que realmente pode ajudar…

    um xii

  6. R. Filgueira,

    Acredito que o tempo tanto dilui como aprofunda. O que o tempo nos dá é talvez uma maior lucidez para lidar com a questão. Mas acho que o que faz a diferença, tal como diz, é mesmo o que fazemos com o tempo.

    Para a mesma situação cada pessoa reage de uma forma. Há uns anos tive um acidente de carro com um amigo. Os segundos que andámos às voltas duraram uma eternidade. Quando sai lá de dentro ri. Parecia certamente louca, mas as dores só iriam aparecer no dia seguinte e apetecia-me rir.
    Passadas umas semanas passámos casualmente numa igreja que gosto muito. Simples, calma, dá-me paz ir lá. Eu entrei, ele ficou à porta ao contrário do que sempre fazia. Ele estava zangado por causa do acidente. Eu fui agradecer o facto de estar viva…

    xii

  7. Amiga,
    quando ficam as cicatrizes mas as feridas estão abertas por dentro, se calhar o melhor é rasgar as cicatrizes e expôr a ferida ao ar, ( mas a um ar puro… que as ajude a curar por completo) para que cicatrize de dentro para fora… se não corre-se o risco de poder rebentar a qualquer momento! Posso estar enganada mas acho que são assim os traumas de quaisquer guerras, difíceis de lavar sem ajuda!

    Um grande beijinho de amizade

  8. Fa,

    Creio que sim, que os ferimentos de guerra são dificeis e, que muitas vezes a melhor solução é abrir as velhas cicatrizes e permitir que sarem de dentro para fora.

    Beijinho grande!

  9. Agosto é cansativo, silencioso e mortífero
    sai-se de uma guerra de nervos

    raios e coriscos

    nem sei o que hei de dizer

    beijo

  10. dps da tempestade vem sempre a bonança (por mais estragos q faça a guerra, mas isso teremos de ter pois força e coragem para erguermos de novo, novo capitulo, nova página…e nao recapitulação do anterior)…por isso n tenhamos medo.

    um abraço mt querido para ti manita.
    peace e happy.
    força.

    p.s. yep ha mt q n vinha aqui. tem uma explicação, o leitor de rss do meu outlook n tava a receber os teus posts novos.

  11. a simplicidade da vida é deveras “simples” de compreender.
    aprender caindo, levantando, crescendo…vivendo.

    como alguém diria num post (o melhor q já li até agora):
    “Deus sabe o que faz!”

    (yep isso sao apenas palavras…)

  12. Fontez,

    Por causa dessa frase fui reler o post… continuo a não simpatizar com ele.
    Pode-se dizer que nele era relatado um pós-guerra, mas que como alguns disseram nos comentários, um pós-guerra com feridas abertas por dentro…

    É um prazer receber-te! 😉

    Beijinhos com saudades.

  13. Afinal este estaminé também anda paradito…

    Será que andas como eu: atarefada, desorganizada, sem inspiração e sem vontade para escrever?

    Bom… seja qual for o motivo, espero que estejas bem.

    Beijinhos

  14. manita, uma alma que não esteja em paz com o passado não consegue ver luz ao fundo do caminho.

    coisa boa foi nao me chamares de manito, mas sim Fontez…
    é sinal q já me vês um ser maduro e nao irriquieto 😀

    bj grande.

    p.s. as guerras deixam sempre feridas, umas pra toda a vida, mas tenhamos sempre a coragem de dar paz à nossa alma.

  15. …entao pinguim?como e monstro das bolachas?o que?
    …tipo…saudades de ti…vamos numa bolachada?hehehehe…olha we need to talk…e prontos…esta dito…senao puderes vir ate aqui…vamos ate ai…diz qq coisa!!!lol!

  16. Fontez,

    Concordo que sem haver paz com o passado dificilmente alcança paz no futuro. O complicado é perdoar quem lutou de ambos os lados…

    Beijinhos oh ser maduro… pois sim! LOL 😛

    Bruninho da quinta,

    pinguim???? monstro das bolachas??? Tipo… MAU!!!!
    Quando quiseres. Aqui ou aí! 😉

    Beijinhos!!!

  17. Carracinha Linda,

    Pois, este estáminé continua uma vergonha… menos que uma sombra do que foi… 😦 mas é como dizes, pouca inspiração, muita desorganização…
    Mas estou bem sim. Espero que tu também!

    Beijocas!

  18. Paz interior creio que não!

    Já quanto a haver só dois caminhos… quando só me apresentam branco ou preto, eu fico sempre a pensar que estão a esconder os cinzentos…

    Bom fds!

    Beijo

  19. Martita…

    Este canto continua parado… Ai que ainda estás pior que eu!!!!

    Gostei do teu comentário ao meu post. Realmente muitas vezes gostavamos que fossem os outros a lembrar-nos de determinadas coisas, quando o nosso reconhecimento deve partir de nós próprias.

    Mas e quando tudo parece confuso? Quando parece que por mais voltas que se dê nada bata certo? Quando se tomam decisões e ainda assim não nos sentimos bem? Tudo isto nos tira uma parte da nossa força e impede-nos de vermo-nos como somos…

    Beijinhos e bom fds!

  20. Andamos as duas a precisar de ir às musas
    ou aos musos

    ahahaha

    Só custa começar Marta.. e s c r e v e.. 🙂

    (para mim foi infernal)

  21. Carracinha Linda e M,

    Para mim isto de não escrever tem sido uma guerra. Por um lado quero, tenho saudades, por outro tenho uma preguiça medonha. 🙂

    Beijinhos às duas! 🙂

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