distúrbios mentais

Distúrbios mentais… Vamos fazer uma pausa no chorrilho de asneiras que digo e vamos falar a sério só um bocadinho, enquanto não encontro forças para ir fazer a salada do jantar.

A Rosário postou isto: http://www.abc.es/familia/padres-hijos/abci-como-detectar-si-hijo-tiene-trastorno-mental-201606031634_noticia.html

Resolvi pôr o dedo na ferida. Fala-se de tudo, das diarreias às caganeiras, consoante os intervenientes na conversa, mas distúrbios mentais não, valha-nos o senhor!

Eu fui diagnosticada no final dos 39 anos. Não procurei ajuda antes, porque como todos, não queria ser “maluquinha”, nem sou, pelo menos não mais do que aquilo que vocês sabem. Mas no início deste ano, quando a minha vida começou a desmoronar tipo peças de dominó, resolvi fazer diferente, para poder esperar um resultado diferente (tá a correr bem que é um amor como se vê :D).

Dos nove distúrbios mentais “testados”, piquei 5. Alguns são chiques tipo a depressão, já ninguém se incomoda, outros como o comportamento obsessivo compulsivo ou a bipolaridade já não é bem a mesma coisa. E sim meus amigos, fazem parte da minha lista. Não me envergonho, até devo confessar que já o sabia há muito tempo, tal como os que me são íntimos, só isso justifica a minha gaveta de talheres ou os comportamentos repetitivos, ou as oscilações de humor… eu sabia, mas fingia que não, para mim e para os outros. Socorria-me do humor, muitas vezes duvidoso e brincava com isso. Segundo a minha Psicóloga, essa tem sido a minha salvação e pelo que tem acontecido nos últimos dias e pela forma como tenho lidado com tudo, tenho a certeza que ela tem razão. Não vou deixar de ser quem sou. Quero apenas e só aprender a entender-me e a moldar-me. Aprender a corrigir algumas coisas. Entender quando estou a ser condicionada por um comportamento recorrente e talvez poupar os que me são íntimos de algumas patadas monumentais…

Mas adiante, que eu não estou aqui a fazer análise. Estou a dizer que se não tivesse esperado tantos anos talvez algumas coisas tivessem sido diferentes. Estou a dizer que tratar a mente não é menos importante que tratar o corpo e certamente não é vergonhoso. Como me foi dito aquando do diagnóstico, a nossa normalidade é feita pelo conjunto das nossas anormalidades. Ora tá bom de se ver que se eu pico 5 em 9, tenho anormalidades suficientes para ser do mais normal que há.😉

4 thoughts on “distúrbios mentais

  1. Ouvi no outro dia alguem a falar algo genial: enquanto a depressao e outras doenças nao puderem ser retratadas em exames médicos, como radiografias, haverá sempre a desvalorizaçao da doença… E sim, existe ainda uma incompreensão sobre estar doente da mente… Mas acredito na terapia (e como!!) e na ajuda que ela dá… acredito que te poderá dar ferramentas para lutar contra algumas coisas que seguem dentro de ti… mas tal como um tratamento, nada se resolve tao rapido como tomar uma aspirina… dá tempo ao tempo… e crê que a cada momento estás melhor e mais forte.. quanto aos teus transtornos… só acreditarei quando nao tiveres que verificar se fechaste a porta uma data de vezes…😛

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