agora não

Sirvo-me de mais uma cerveja e permito ao corpo o contorcer-se, não de dores, que o corpo não me dói, talvez seja a alma, ou simplesmente a maleita que consigo apalpar debaixo dos meus dedos e que não sei onde nasceu. Maligno. Não! Talvez seja apenas o álcool. Um devaneio que me chegou depois do sol se pôr. Talvez seja mesmo o que sinto escondido na pele, debaixo dos meus dedos… talvez seja a luta entre a morte e a vida… posso falar de morte?! E de vida(?!), posso ainda permitir-me sonhar com a vida?! 50 anos – ouço – é tão novo – dizem. Calem-se caralho!, tragam mais uma cerveja e deixem-me o corpo entorpecer. 50 anos. Foda-se! Já?! Logo agora que me apaixonei, que sou um miúdo outra vez… 50 anos… não!!! Tenho 15 e vou a caminho da escola, sem massas malignas no corpo e sem qualquer espécie de mágoa. Agora não, que estou tão novo… Foda-se!!!

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