renascer

Nos últimos dias tenho sentido necessidade de voltar a escrever, mas não está fácil. Não me ocorrem estórias e as minhas histórias são todas demasiado deprimentes, talvez seja por isso que me apeteça escrever, numa espécie de fuga à realidade, escrever em blogues sempre foi isso, gritar dores escondidas em estórias inventadas, confessar o inconfessável, atirar pedaços de mim ao mundo… mas já não é, este ano além de tudo, perdi a liberdade que as palavras me traziam. Este ano nem o Outono me traz as primeiras chuvas para apaziguar o pó da estrada, nem as folhas avermelhadas dançam no vento. Este ano não tenho castanhas assadas, quentinhas, nem mantas para me aconchegar no sofá. Este ano sou apenas eu, sufocada neste calor tardio, esta coisa doente e fora de época, este delírio de febre que me transtorna e transforma numa que não sou. Este ano não tenho nada, nem as palavras inúteis que ninguém lê…

Tu estás quase a nascer de novo, vens com as chuvas do Outono que haverão de chegar, eu… eu não sei como nascer de novo…

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