inícios

Hoje estou assim, com o pulmão cheio de ar e de vontade de respirar, com esperança pela primeira vez em muito tempo e, por momentos feliz, muito feliz. Estou também ansiosa e amedrontada, os recomeços são difíceis, apesar de tão bons… e sim, estou a recomeçar. Segunda-feira começo uma nova aventura, nova cidade, novas pessoas… muitos quilómetros, uma aventura com prazo de validade, 6 meses… e depois (?!), que importa se irá acabar (?!), por agora eu só quero saber de inícios!

o blogue

Este ano, eu que sou altamente controladora, perdi o controlo de tudo. Absolutamente perdida, acabei por voltar ao blogue, voltamos sempre aos sítios onde fomos felizes. Primeiro não havia por aqui ninguém, talvez uma ou duas amigas que são da casa, meia dúzia de visitas diárias por “acidente”, mas depois, sem que eu perceba muito bem como tudo mudou também por aqui. O número de visitas aumentou, muito, todos os dias, acho mesmo que há pessoas que se estão a dar ao trabalho de ler o blogue praticamente todo. Cuidado, devo avisar que as poucas pessoas que o fizeram, me tocaram de tal forma que nunca mais saíram da minha vida. Eu pareço ruim, mas com o tempo sou uma criatura adorável! 😛

Os desconhecidos ou apenas envergonhados que por ai andam (não tenho como saber quem são), digam qualquer coisa, comentem, deixem mensagem, digam o vosso nome ou inventem um, sejam vocês próprios ou quem vos apetecer, por aqui também nem sempre sou eu, às vezes sou outras(os) que gostava de ser, outras vezes sou outras(os) que me assustam, há até vezes em que sou alguns que me repugnam, mas em todos acabo por pôr um bocadinho de mim. Digam olá, bebam um copo, partilhem comigo o que vos vai na alma, prometo que vos darei o mesmo em troca. Se me dedicam tempo de leitura (e convenhamos eu não escrevo merda nenhuma de jeito), permitam-me agradecer, dizer o quanto é importante sentir que daí desse lado existe alguém com dores idênticas às minhas ou simplesmente com demasiado tempo livre em mãos.

Até já. Beijo.

Marta

medo do escuro

Vi há pouco na tv um miúdo que dizia ao avô ter medo de dormir sozinho, mas, quando fosse grande iria casar e dormir acompanhado, nunca mais teria medo.

O avô respondeu-lhe que talvez fosse por isso que a maioria das pessoas se casavam, porque tinham medo de dormir sozinhas.

Foi assim, que aos 40 anos, ouvi a primeira definição de casamento que me pareceu aceitável… por cinco minutos, depois lembrei-me que não há maior solidão do que estarmos acompanhados e nos sentirmos miseravelmente sozinhos…

… eu tive a vida toda medo do escuro… boa noite!