margem sul

Passei anos a ir para a margem sul todos os dias e nunca me senti atraída pela ideia de viver do lado de lá do rio. Pois é meus amigos, continuo no olho do furacão. Estou já a começar as malas e apesar do frio no estômago, estou cheia de esperança. Sinto-me a voltar a “casa”, realmente a começar de novo, já era tempo… até já. 😉

#a vida

Ontem falava com alguém de quem gosto muito, sobre vida morte e redenção. Têm sido recorrentes nestes meses estas conversas. Talvez tenhamos apenas o que precisamos, uns, o necessário para se redimirem, outros, o empurrão que precisavam para se “perderem”. Não lhe falei nisso, é uma espécie de surpresa envenenada em mim. O bombom com recheio estragado.

“… que me saiba perder, para me encontrar!”

 

inícios

Hoje estou assim, com o pulmão cheio de ar e de vontade de respirar, com esperança pela primeira vez em muito tempo e, por momentos feliz, muito feliz. Estou também ansiosa e amedrontada, os recomeços são difíceis, apesar de tão bons… e sim, estou a recomeçar. Segunda-feira começo uma nova aventura, nova cidade, novas pessoas… muitos quilómetros, uma aventura com prazo de validade, 6 meses… e depois (?!), que importa se irá acabar (?!), por agora eu só quero saber de inícios!

o blogue

Este ano, eu que sou altamente controladora, perdi o controlo de tudo. Absolutamente perdida, acabei por voltar ao blogue, voltamos sempre aos sítios onde fomos felizes. Primeiro não havia por aqui ninguém, talvez uma ou duas amigas que são da casa, meia dúzia de visitas diárias por “acidente”, mas depois, sem que eu perceba muito bem como tudo mudou também por aqui. O número de visitas aumentou, muito, todos os dias, acho mesmo que há pessoas que se estão a dar ao trabalho de ler o blogue praticamente todo. Cuidado, devo avisar que as poucas pessoas que o fizeram, me tocaram de tal forma que nunca mais saíram da minha vida. Eu pareço ruim, mas com o tempo sou uma criatura adorável! 😛

Os desconhecidos ou apenas envergonhados que por ai andam (não tenho como saber quem são), digam qualquer coisa, comentem, deixem mensagem, digam o vosso nome ou inventem um, sejam vocês próprios ou quem vos apetecer, por aqui também nem sempre sou eu, às vezes sou outras(os) que gostava de ser, outras vezes sou outras(os) que me assustam, há até vezes em que sou alguns que me repugnam, mas em todos acabo por pôr um bocadinho de mim. Digam olá, bebam um copo, partilhem comigo o que vos vai na alma, prometo que vos darei o mesmo em troca. Se me dedicam tempo de leitura (e convenhamos eu não escrevo merda nenhuma de jeito), permitam-me agradecer, dizer o quanto é importante sentir que daí desse lado existe alguém com dores idênticas às minhas ou simplesmente com demasiado tempo livre em mãos.

Até já. Beijo.

Marta