o perfume que sentes…

… sou eu!!!

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#a vida

Ontem falava com alguém de quem gosto muito, sobre vida morte e redenção. Têm sido recorrentes nestes meses estas conversas. Talvez tenhamos apenas o que precisamos, uns, o necessário para se redimirem, outros, o empurrão que precisavam para se “perderem”. Não lhe falei nisso, é uma espécie de surpresa envenenada em mim. O bombom com recheio estragado.

“… que me saiba perder, para me encontrar!”

 

inícios

Hoje estou assim, com o pulmão cheio de ar e de vontade de respirar, com esperança pela primeira vez em muito tempo e, por momentos feliz, muito feliz. Estou também ansiosa e amedrontada, os recomeços são difíceis, apesar de tão bons… e sim, estou a recomeçar. Segunda-feira começo uma nova aventura, nova cidade, novas pessoas… muitos quilómetros, uma aventura com prazo de validade, 6 meses… e depois (?!), que importa se irá acabar (?!), por agora eu só quero saber de inícios!

Tomás #1

Enquanto não adormeço, vou dando uma espreitadela pela net. O desumidificador ainda está a trabalhar e vai deitando ar seco e um pouco mais quente por cima. O Tomás (o gato) sentou-se na saída do ar. Tipo jarra. Daqui a bocado ainda se avaria o desumidificador e lá me fica o gato com o cú constipado!

Gostava de ter sido eu a escrever isto #1

Detalhes [+18]

O ritmo da nossa respiração, quase que silenciosa, em compasso com o movimento dos nossos corpos buscando, ensadecidamente, um ao outro. Querendo desafiar as leis da física, ocupando o mesmo espaço entre o banco do motorista e o volante. A umidade tomando conta dos vidros, fazendo-os embaçar. E nós, muito mais do que úmidos, nos beijando com a boca e com os olhos.
Um braço meu envolvendo o banco por trás, pra ficar em você ainda mais e o outro em volta da sua cabeça, puxando devagar seu cabelo, deixando você arrepiado. Nossos rostos encaixados um no outro, seus gemidos escapando entre os dentes enquanto eu mordia seu pescoço. E suas mãos… suas mãos que já denunciavam seus pensamentos antes de me tocar, quando, a poucos centímetros de mim, faziam uma pausa pra pensar… me deixando por alguns segundos sem ar. E então seguiam, explorando todos os lugares alcançáveis e imagináveis. De um jeito que só você sabe.

Fui condescendente. A rua era deserta, mas, hora ou outra um farol fazia crescer nossas sombras no banco de trás. Só pro coração acelerar. E a gente ria, sorria, gostando de saber que ia dar pra continuar. E nem nos preocupamos em deixar nossas roupas por perto… A essa altura, já tinha seu gosto na boca, porque a gente começa assim, não é? Eu provando você…

De baixo pra cima, entre beijos e mordidas, arrepiando com os seus carinhos e te fazendo arrepiar. Deixando você bagunçar meu cabelo, e marcar minhas coxas com seus dedos, em cada aperto forte, carimbando suas digitais em mim. É que a gente se encaixa sem esforço, sem roteiro. E quando você está mim, não existe nada fora de nós. Fico submersa ali, ouvindo seus sons.

Dessa vez não teve música, mas a gente deu conta do barulho. Em algum lugar no tempo, ou no espaço, estou ali ainda. No seu colo, sentindo sua pele na minha, olhando pro vidro embaçado e respirando tão ofegante quanto você. Deixando você me abraçar e ganhando um beijo na testa, pensando, satisfeita, no quanto é delicioso fazer você sentir prazer.